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HISTÓRICO


Campos Borges foi, primeiramente, conhecido como “Posse Maria Rodrigues”. Os familiares de Maria Rodrigues foram os únicos moradores do território no ano de 1827. Esta, por sua vez, solicitou a Dom Pedro I a posse da terra, onde está localizado o Município de Campos Borges, através de uma carta enviada ao Imperador. O período se caracterizava pelas sesmarias (base econômica colonial que media de 10 a 13.000 hectares). Havia necessidade do Imperador em doar terras a pessoas que tivessem condições de cultivá-las. Então as correntes migratórias começaram a colonizar esses territórios. Maria Rodrigues recebeu a posse de 48 colônias. Ficou como proprietária das terras aproximadamente 50 anos. Partes destas terras foram apropriadas por outras pessoas e outras parte foi vendida pelos seus herdeiros para fins de desenvolver a região.

Este é o motivo pelo qual o atual Município de Campos Borges foi inicialmente chamado de Posse Maria Rodrigues, pelo fato dela ser a primeira posseira destas terras, que foram doadas, pelo Governo Imperial, a povoação, aconteceu de forma bastante lenta. Embora estas terras tivessem certa produtividade tanto na agricultura como na pecuária, pelas dificuldades da época, como a falta de técnicas, comunicação e transporte, entre outras, a venda de grande parte destas terras pode estar associado a estas dificuldades, como um meio de sobrevivência. E também como era de posse outras famílias foram se apropriando. Com a morte de Maria Rodrigues os seus herdeiros negociaram com outras famílias, e assim a grande sesmaria foi sendo povoada.

Pode-se dizer que Campos Borges, primeiramente era formado por matas virgens, sobressaindo-se os imponentes pinheiros, onde viviam animais selvagens das mais variadas espécies dando sinal de vida sobre a pequena porção de terra. Estas matas foram sendo atravessadas por uma picada que servia de passagem aos carroceiros viajantes que por ela transitavam para buscarem mercado para seus produtos.

Daquelas matas, resta, ainda nos dias atuais, uma Grápia (nome científico Apullia Paraecose) como patrimônio público de acordo com a Lei Municipal nº 145/91 do dia 19 de março de 1991. A árvore está localizada em um terreno no alto da sede do Município e pode ser visto de quase todos os pontos por ser imponente.


Foto da Grápia – Patrimônio Público
do Município de Campos Borges

 

Mais adiante no tempo se estabeleceu nestas terras o primeiro viajante com um pequeno hotel e logo em seguida outro com casa de comercio para troca, venda e compra de produtos coloniais e alguns produtos industrializados. Estes primeiros moradores acreditaram na riqueza da região. Isso foi por volta de 1917 a 1920. Este núcleo de povoamento passou a se tornar cada vez mais importante por estar localizado em um ponto central entre as cedes dos então municípios de Soledade e Rio Pardo, sendo que este núcleo era ponto obrigatório de parada.

As primeiras fontes econômicas foram a extração de madeira que deu lugar a agricultores para o cultivo do milho, feijão, trigo entre outros, para a subsistência das famílias de origem alemã e italiana que vem se estabelecendo na região.

As primeiras famílias a chegarem na região foram, “Constante Pierezan, Santo Pasqualotto, João Sbruzzi, João Francisco Pinto e Fernando Franco Toledo, mas tarde chegaram as famílias de João Ferrari e Ângelo Turra”, essas famílias estabeleceram relações sociais entre si, e com as outras famílias já existentes de outras etnias como portuguesas. Com essas relações sociais, possibilitou o desenvolvimento tanto econômico, como cultural e político para a formação do povoado. Por volta do ano de 1940, já existia a formação da vila e as primeiras casas de comércio.

Em 1938, Campo Borges, passou a pertencer ao Município de Soledade. A posse Maria Rodrigues, como assim, era chamada, recebeu outra denominação, “Campos Borges” em homenagem ao Major Campos Borges, o qual era Prefeito de Soledade na época. O povoado foi se desenvolvendo e foram sendo criados: Capela, escola, bodegas, o salão de festas, a cancha de bochas, o campo de futebol, cemitério, etc.

A construção da primeira escola foi lá pelos anos de 1935, na propriedade de Santo Pasqualotto, a primeira professora chamada de Armenoi Fetalian Cassali, mais conhecida como Dona Mena. Mais tarde então, foi construído em 1955, o grupo escolar João Ferrari que localizava-se nos pontos, onde atualmente encontra-se Câmara Municipal de Vereadores e a CORSAN, nesta época tinha cerca de 70 alunos.

1ª Escola

Foto do grupo escolar criado em 1955

Fonte: Revista História de Campos

 

Depois disto foi criado a primeira capela do atual Município de Campos Borges. Em 1959, a Excelência o Sr. Bispo Antonio Reis e do Chanceler do bispado, Monsenhor Achiles Luiz Bertoldo criaram a paróquia São Sebastião de Campos Borges, com o auxílio dos moradores foi construída a primeira igreja de madeira e em 1º de março de 1959, começou a atuar no povoado o primeiro Padre Armando Ferrarri que foi designado sacerdote da Paróquia, pelo Bispo dom Antônio Reis.

Igreja

 

Primeira Igreja de Campos Borges

Fonte: Revista História de Campos Borges

 

Em 13 de dezembro de 1955, com a passagem de Espumoso a Município, Campos Borges, elevou-se a categoria de Distrito, novas instituições públicas surgiram, como a Cooperativa Tritícola de Campos Borges.

Cotricel

 

Cotricel

Fonte: Revista História de Campos Borges

Assim foi formando o vilarejo, que em 1955 passou a ser distrito de Espumoso e posterior a isto sua população começou a sonhar com a emancipação política e administrativa de Campos Borges.

1965: Primeiro Processo de Emancipação Política de Campos Borges

A criação do município, partiu de uma autoridade religiosa da comunidade padre Armando Ferrari, como (descreve a Ata de Eleição da Comissão Pró- Emancipação de Campos Borges,1964): “Aos vinte e quatro dias do mês de março de mil novecentos e sessenta e quatro, às vinte horas, na sede social do Grêmio Esportivo [....], o Revmo.Pe. Vigário propôs aos presentes a idéia de criar um novo município dentro município de Espumoso. Apontou as vantagens que trás a criação de um novo município nesta região de campos Borges, vantagens estas econômica -políticas – sociais”.

Nesta época já existiam no povoado igreja matriz, com 16 capelas rurais, uma belíssima casa canônica e um moderno salão social. Na cede de Campos Borges, funcionava: A Sociedade Cultural Beneficente e Agrícola de Campos Borges e o Clube Esportivo Ipiranga com outras sociedades recreativas – esportivas no interior da área a ser emancipada, o centro de Tradições “Galpão Hospitaleiro”, etc.

O primeiro plebiscito para emancipar Campos Borges aconteceu em 3 de outubro de 1965, e contou com 877 eleitores, os resultados foram:

Grafico 1º plebicito

De 877 votantes, 674 votaram sim, ou seja, 77%, 175 votaram não, ou seja, 20% teve ainda 15 votos em branco e 13 votos nulos.

Com a consulta do plebiscito favorável, a Assembléia Legislativa Estadual, através de seu presidente José Spers Sanseverino, aprova a Lei n° 5148, do dia 13 de Dezembro de 1965, criando o município de Campos Borges, como descreve a Lei: “Faço saber, que a Assembléia legislativa decretou e eu no uso das atribuições que me confere o art 64 da constituição do estado, promulgo a seguinte Lei: Art 1°. É criado o município de Campos Borges com sede no local do mesmo nome, constituindo o atual distrito de Campos Borges e parte dos de Avelino Paranhos, Jacuizinho, Alto Alegre e Deposito pertencentes ao município de Espumoso”.

Espumoso município mãe, entra na justiça com um mandado de segurança contra a criação do município de Campos Borges. Segundo o referido Mandado de Segurança, o prefeito de Espumoso Artur Ritter de Medeiros nomeou um representante legal na cidade de Cruz Alta, Dr. Luiz Luisi para impretrar um mandato de segurança, contra atos e leis que se destinem a emancipar distritos pertencentes a Espumoso, então o referido Mandado de Segurança calçou a emancipação de Campos Borges.

 

1979-1988- Segundo Processo de Emancipação de Campos Borges

No dia 10 de setembro de 1987, é aprovado o Projeto de Lei nº 168/87 e Assembléia Legislativa do Rio grande do Sul autorizou a realização da consulta plebicitária no distrito de Campos Borges, como descreve o (projeto Lei nº 168/87 de 10 de setembro de 1987): “O ART. 1º é autorizada nos termos da lei complementar nº 1, de nove de novembro de 1967, e a lei nº 4.054, de 29 de dezembro de 1960, a realização de consulta plebicitária a população da área situada no distrito de campos Borges, pertencente ao município de espumoso”.

Assim, a partir deste novo movimento de emancipação surgiu um novo plebiscito. Como resultado do plebiscito de 1987, teve-se:

Grafico 2º plebicito

Dos 1958 eleitores inscritos, compareceram 1568 eleitores, desses 1540, ou seja, 98% votaram sim, apenas 17, ou seja, 15%, votaram não, 5 pessoas, ou seja, 0.3% votaram em branco, e 6, ou seja, 0,3% votaram nulo, a situação política tona um novo rumo. O gráfico ilustra este resultado:

 

Resultado plebiscito 1987

Com o resultado do plebiscito favorável a emancipação no dia 13 de abril de 1988, o governador do Estado Pedro Simon sancionou e promulgou a lei nº 8.503, criando o município de campos Borges: “Pedro Simon, governador do Estado do Rio Grande do Sul Faço saber, ao disposto no Art.66, Item IV da constituição do Estado que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono e promulgo a seguinte lei; Art. 1º é criado o município de campos Borges, constituído pelo distrito de campos Borges pertencente ao município de espumoso”. O sancionamento e promulgação da Lei 8.563, de 13 de abril de 1988, significa a persistência da comunidade, em 24 anos de conflitos políticos, econômicos, sociais e judiciários. Esta data marcou a história do município, e é lembrada até os dias atuais pelo povo camposborgense com orgulho.

Prefeitos:

1989-1992 - Renato Nelson Rutzen

1993-1996 - Adão Luiz de Toledo

1997-2000 – Osmar Antonio Marchese

2001-2003 – Olivan Antonio De Bortoli

2004-Adão Luiz de Toledo

2005-2008 – Adão Luiz de Toledo

2009 – 2012 – Daniel Vicente Morgan

O Municipio

Atualmente tem uma população estimada é de 3.742 habitantes. Está situado na região do Planalto Médio (Micro Região 22 do Alto da Serra do Botucaraí), no centro norte do Estado do Rio Grande do Sul, distando 296 Km de Porto Alegre.

 





 

 


 
 

 
 

 

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